Laurus Nobilis Music @ Famalicão | 28.07.2017

Com o seu segundo álbum «Flesh upon the Feelings» editado recentemente, os Urban War tiveram a oportunidade de se apresentar no palco Porminho. Com um Márcio Pinto sempre a tentar animar o ainda pouco público com um bem portuense «Façam barulho, caralho», o grupo deambulou entre os seus dois álbuns, destacando-se «Reborn» e a mais recente «Trapped Mind» (onde não faltou o pedido para o público colocar um like no videoclip da música). Um metal com muito groove mas que não conseguiu despertar muita atenção nos presentes. O mesmo já não se pode dizer dos Heavenwood que tiveram uma recepção calorosa por parte do público aos primeiros acordes de «The Arcadia Order». «The Empress», «13th Moon», «Emotional Wound» e «Rain Of July» provaram, como se isso fosse necessário, a diversidade e a riqueza do seu repertório. A dupla Ernesto Guerra e Ricardo Dias funcionaram quase em pleno na sua dicotomia vocal, bem complementados pelo sempre irrequieto baixista André Matos, o sorridente guitarrista Vítor Carvalho e o competente baterista Eduardo Sinatra. Obviamente que se notaram algumas falhas resultantes da ausência do vocalista do País (este confidenciou-nos ter chegado apenas no dia anterior) mas quem tem temas como «The High Priestess», a estreante «The Chariot», a sempre bem-vinda «Frithiof's Saga» ou a imprescindível «Suicide Letters» pode dar-se a esse luxo. Duas malhas do último álbum «Under The Red Cloud», o tema-título e «Sacrifice», deram início a mais uma saudada actuação dos Amorphis no nosso País. Com Tomi Joutsen empunhando o seu original microfone, os finlandeses conseguiram, graças a um alinhamento equilibrado, cativar a atenção dos presentes, quer fossem fãs relativamente recentes ou daqueles que, como este escriba, ainda se recordam da mítica estreia em solos lusos em 1995. Voltamos depois um pouco atrás no tempo, a 2009 mais concretamente, com «Sampo» e «Silver Bride» para depois retornarmos aos mais recentes «Hopeless Days» e «Bad Blood». «The Smoke» foi o passo intermédio para uma das maiores ovações da noite com «Into Hiding», saudando-se também o regresso do baixista original Olli-Pekka Laine aos Amorphis. As boas memórias continuaram com «Against Widow», «Drowned Maid» e a imprescindível «My Kantele». Depois de «House of Sleep» surgiu o encore com duas excelentes escolhas, o recente «Death Of A King» e o inevitável «Black Winter Day». Com uma competência e profissionalismo de louvar, se excetuarmos algumas falhas nas vozes mais limpas de alguns temas, os Amorphis presentearam-nos com mais um excelente concerto que deixará com certeza boas memórias a quem se deslocou a Famalicão nessa noite. No entanto, muitos destes decidiram abandonar o recinto antes da entrada em palco dos Holocausto Canibal. Com os seus aventais negros envergados, os membros desta instituição nacional do grindgore mostraram logo ao que vieram com «Vagina Convulsa», «Mutilada em 10 Segundos» e «Holocausto Canibal». São já vinte anos de uma carreira que se tem notabilizado pela sua projeção internacional que lhes permite ser presença habitual em grandes festivais do género. Com apenas os indefetíveis presentes, a descarga sonora continuou, não faltando uma «Antropofagia Autoinfligida», o já habitual «Empalamento», «Trucidada na Paragem», a descrição de uma «Objectofilia Platónica» e mais um regresso ao início de carreira com «Septicémia Vaginal». O «Gonorreia Visceral» foi um disco que esteve muito bem representado no alinhamento, a propósito da recente edição de «Catalépsia Necrótica: Gonorreia Visceral Reanimada». Até ao final os pontos altos foram a versão de «Zombie Apocalipse» dos Mortician, ironicamente um dos momentos mais calmos da actuação, e a sempre visual «Violada Pela Moto-Serra». [CG]

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Carlos Guimarães

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