REDEMPTION | «Long Night's Journey Into Day»

[Metal Blade]

Os Redemption eram conhecidos como a outra banda de Ray Alder dos Fates Warning. No entanto, devido a compromissos do vocalista este teve que ser substituído por Tom Englund dos Evergrey, permanecendo ainda a ausência do guitarrista Bernie Versailles, motivada pelo aneurisma que o impede de tocar desde 2014. Musicalmente, os Redemption continuam a deambular entre o metal progressivo e o power metal norte-americano, com maior incidência para o primeiro género, ainda mais devido ao estilo vocal de Tom Englund e à adição do novo teclista Vikram Shankar. A suavidade vocal de Englund dá mais espaço à competente parte instrumental de temas como «Eyes You Dare Not Meet in Dreams», «Echo Chamber», «Little Men» ou «The Last Of Me». Apesar das mudanças parece-nos que continuam no caminho certo. [7.5] C.G.

MOB RULES | «Beast Reborn»

[Steamhammer/SPV]

Nem parece mas este já é o nono disco dos Mob Rules, um colectivo germânico praticante de um heavy/power metal melódico consistente e com personalidade. Ao ouvirmos temas como «Ghost Of A Chance», «Sinister Light», «Traveller in Time», «Children’s Crusade» (com uma malha introdutória à Maiden), «Revenant Of The Sea» ou «Way Back Home» ficamos sem perceber o porquê dos Mob Rules não estarem já noutro patamar na sua carreira. Com o portentoso vocalista Klaus Dirks a dominar as atenções, neste lançamento nota-se a inclusão de um segundo guitarrista (Sönke Janssen) que veio trazer uma nova dimensão às composições do grupo. Mantendo uma identidade própria, o agora sexteto sabe incorporar diferentes influências e consegue cativar-nos ao longo de um disco estimulante auditivamente. [8.5] C.G.

DORO | «Forever Warriors, Forever United»

[Nuclear Blast]

Mais do que um duplo álbum este lançamento é um dois em um, ou seja, dois discos editados em conjunto. Por um lado temos um «Forever Warriors» onde surge a faceta mais selvagem e guerreira da rainha do metal, por outro «Forever United» com o seu lado mais introspectivo e emocional. O primeiro disco abre com um novo hino, «All For Metal», que conta com a presença vocal de Mille Petrozza, Chuck Billy, dos Sabaton e do saudoso Warrel Dane. Mas os convidados não ficam por aqui pois podemos escutar nesta edição as guitarras de Doug Aldrich (Whitesnake) e Tommy Bolan (ex-Warlock). Os destaques na primeira rodela vão para o acelerado «Bastardos», o dueto vocal com Johan Hegg dos Amon Amarth na «If I Can't Have You, No One Will», a roqueira «Turn It Up», a versão de Whitesnake «Don't Break My Heart Again» e a embalante «Backstage To Heaven» (com direito a solo de saxofone). Em «Forever United» temos a abrir uma «Résistance» que nos prende para escutarmos o resto do disco, onde se destacam a homenagem a Lemmy em «Living Life To The Fullest» e na versão de Motörhead «Lost In The Ozone». [7] C.G.

SPOCK’S BEARD | «Noise Floor»

[InsideOut]

São uns dos nomes mais respeitados dentro do rock progressivo, carregando há mais de um quarto de século a tocha anteriormente transportada por bandas como os Genesis. Ao longo do seu percurso surgiram obstáculos, sempre ultrapassados mantendo os Spock’s Beard a sua integridade musical. Neste «Noise Floor» temos como marco o regresso do baterista Nick D’Virgilio que foi no início do século também vocalista do grupo. Mas descansem os fãs de Ted Leonard pois este mantém-se e bem como voz destes norte-americanos. Com malhas bem mais directas e melódicas do que o intrincado «The Oblivion Particle», «Noise Floor» reúne todos os elementos típicos dos Spock’s Beard, acrescidos de um maior imediatismo das composições, algumas enriquecidas com a presença de outros instrumentos como violino, violoncelo, viola e corne inglês. Na edição especial deste disco temos também como extra o EP «Cutting Room Floor EP» com quatro faixas, mais curtas do que o habitual na banda, onde se destaca o intrincado instrumental «Armageddon Nervous». [7] C.G.

POWERWOLF | «The Sacrament Of Sin»

[Napalm Records]

De disco para disco os Powerwolf têm aumentado a sua alcateia fruto da sua insistência numa fórmula musical e visual que, embrulhada num sentido de humor muito próprio, lhes tem permitido chegar cada vez a mais público. Este «The Sacrament Of Sin» não traz grandes novidades, apenas refina essa fórmula com onze malhas que poderiam estar perfeitamente num dos seus últimos álbuns. O grande passo em frente neste disco é o facto de praticamente todos os temas estarem ao nível dos melhores hinos do passado. «Fire & Forgive» é o sonho húmido de qualquer fã de power metal e «Demons are a Girls Best Friend» tem aquele toque irónico à Powerwolf e um refrão que entra na cabeça à primeira audição. E o que dizer do tema-título «The Sacrament Of Sin», de «Killers with the Cross» ou «Incense and Iron» (com as suas toadas à Sabaton), de «Nightmare Rebel» ou de «Fist by Fist»? Será difícil uma banda de power metal ter argumentos para agradar a quem normalmente não gosta do género mas se esta existe serão com certeza os Powerwolf. [8.5] C.G.

KISSIN’ DYNAMITE | «Ecstasy»

[Metal Blade]

Apesar de serem uma banda profícua em termos de edição de álbuns (este é o sexto em onze anos), os Kissin’ Dynamite ainda não conseguiram dar aquele passo final para o reconhecimento internacional. Sim, é estranho termos um grupo de músicos, ainda relativamente jovens, oriundos do sul da Alemanha a tocar uma sonoridade que associamos a outras paragens. Entre o hard rock musculado e o hard’n’heavy mais melódico, a banda dos manos Braun bem poderia ter surgido em Los Angeles em meados dos oitenta pois o espirito está todo aqui. Malhas como «Somebody’s Gotta Do It», «Ecstacy», «Placebo», «Waging War» e «No Time To Wonder» são destaques num disco que reúne treze faixas que deixarão qualquer saudoso dos anos oitenta plenamente satisfeito. [7.5] C.G.

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Carlos Guimarães

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